domingo, abril 19, 2009

Recuerdos de Amor

Alguém pode ensinar conjugação de verbos em espanhol para Victor e Léo?

"Siento que la soledad y el silencio me ABRAZAN"

ABRAÇAM, na terceira pessoa do plural, afinal é a solidão e o silêncio que abraçam.

Ainda não entendi porque ele canta no singular, mas tudo bem.

Outra coisa, a palavra "SOLEDAD" não tem E nem I. Então, não precisa pronunciar SOLEDADI! Alow?

Ainda preciso confirmar isto com o Jaime, mas acredito que tem um erro na frase:

"Debo confesar que aunque sufrido ya, las noches que no estés, sufriré aún más"

Na minha opinião, falta uma palavra:

"Debo confesar que aunque HE SUFRIDO ya, las noches que no estés, sufriré aún más"

Eu sei que a palavra SUFRIDO pode ser um adjetivo, mas neste caso, acredito que a idéia da frase era dizer:

"Devo confessar que embora eu já tenha sofrido, sofrerei bem mais nas noites que você não estiver comigo"

Não vamos só apontar os erros. Tenho que admitir que a pronúncia deles das palavras escritas com "R" ("recuerdo") e "RR" ("corriendo") é ótima! Melhor que a minha (PQO!).

Alguns meses atrás, o Fábio, um amigo de São Paulo, sabendo que eu gosto de músicas sertanejas e músicas em espanhol, sugeriu que eu baixasse o CD do Victor e Léo em espanhol. Afinal, onde mais eu posso escutar música sertaneja em espanhol?

Pois é! Não contentes em fazer sucesso no Brasil, eles traduziram todas as músicas do CD e lançaram uma versão em espanhol.

As músicas são as mesmas, afinal são traduções, e a pronúncia deles no CD até dá pra enganar um desavisado.

O único problema é que eles foram para alguns países latinos pra promover o CD e cantaram as músicas ao vivo. Aí fudeu!

Abaixo o clipe de uma das músicas do CD em espanhol, "Recuerdos de Amor". O clipe é um pouco estranho, mas a música é até legal.

quarta-feira, abril 15, 2009

Homem inala semente e árvore cresce dentro do seu pulmão

A pouco estava na cozinha conversando com a Vanessa e quase me entalo com o jantar quando escuto a reportagem vindo da televisão da sala que dizia:

"Homem inala semente e árvore cresce dentro do seu pulmão!"

Na mesma hora pensei em Talita! Já já eu explico o motivo que me reportou a minha pequena-amiga. Antes vamos à reportagem:



"Homem inala semente e árvore cresce dentro do seu pulmão

Cirurgiões russos disseram ter removido um pinheiro de cinco centímetros que crescia dentro de um homem, durante uma cirurgia para a retirada do que achavam ser um câncer. As informações são do jornal Daily Mail.

Artyom Sidorkin, de 28 anos, reclamava de dores no pulmão. Os médicos fizeram os exames e constataram “com certeza” que o corpo estranho era um tumor, por isso decidiram operar.

Após retirar parte do pulmão do paciente, o cirurgião foi examinar o órgão e viu que o corpo não era um câncer, e sim um pinheiro!

A equipe médica, concluindo que um pinheiro de 5 cm é muito difícil para ser engolido inteiro, supôs que Sidorkin inalou uma semente, que alcançou o pulmão e se desenvolveu no interior do corpo humano."



Há anos eu trabalho com sementes (graduação, mestrado e doutorado) e nunca pensei que ia ler uma noticia desta!

Lembrei-me da Talita, que desde 2007 trabalha com germinação de sementes MUITO pequenas. Tão pequenas que não se pode respirar próximo da placa de Petri que elas voam.

Claro que eu imaginei o pulmão da Talita com uma mega população de Podostemaceae (as plantas aquáticas que está trabalhando comigo)!

Ah! Não posso deixar de fazer uma piada (de biólogo):

"Qual o fotoblastismo do pinheiro?"

Acho que esta vai ser uma questão da minha próxima prova.

domingo, abril 12, 2009

12 anos de pernambucanidade

Sempre que me perguntam “De onde você é?”, eu respondo: “Sou do Paraná” ou “Sou paranaense”.

Embora eu tenha nascido em São Paulo, não me considero paulista. Fui morar em Londrina (PR) muito pequeno e fiquei lá por quase 11 anos.

Então, desde que me entendo por gente, eu sou paranaense. Todas as minhas referências de infância, família, religião, educação, etc., são de lá, do Paraná.

Sou paranaense porque foi neste estado que eu morei o maior tempo da minha vida, além de ser o local onde eu tive o maior número de experiências pessoais possíveis, das quais sinto muita saudade.

Agora esta história mudou. Hoje, dia 12 de abril de 2009, eu completo 12 anos em Recife.

A pessoa responsável pela minha mudança pra cá, meu pai, nem mora mais em Recife, mas eu continuo por aqui. Será que eu sei viver em outro lugar?

Hoje, eu separei algumas horas do dia e pensei no assunto.

Resumindo minha reflexão, além desta cidade (Recife) ter me proporcionado muitas coisas boas, como por exemplo, meus amigos, minha formação e minha tão adorada profissão e especialização (mestrado e doutorado), a partir de agora, foi aqui em Pernambuco que eu passei o maior tempo da minha vida.

Sendo assim, a partir de agora, quando me perguntarem “De onde você é?”, vou responder: "Sou de Pernambuco!" ou "Sou pernambucano!"

Então, "Salve, Oh Terra dos Altos Coqueiros!"

Obrigado a todas as pessoas que fizeram destes 12 anos, se não os mais felizes ou melhores anos da minha vida, pelo menos anos bem agradáveis!